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quinta-feira, 16 de abril de 2009

A Nintendo na escola

A Nintendo irá lançar um serviço, no Japão, que permitirá que professores transmitam conteúdos, atividades, avaliações, mapas, entre outros arquivos de seus computadores, diretamente para o Nintendo DS dos estudantes.
O vídeo game tem grande potencial pedagógico, permitindo que o usuário receba conteúdos on-line, como demo de jogos, através da sua porta WI-FI.

domingo, 29 de março de 2009

Pensando a violência escolar

Me pus a pensar sobre o surto de violência explícita nas escolas, bastante divulgada pelos meios de comunicação de massa ultimamente. A violência no âmbito escolar tem sido assunto freqüente em teses e artigos acadêmicos, mas também circula intensamente nas salas dos professores, grupos de discussão da web, blogs e outros espaços de interação.

Nos acostumamos a pensar a violência escolar relacionando-a a ações como: a depredação do espaço escolar, as ameaças ao corpo docente e gestores da escola, as brigas, a insubordinação. Atualmente, soma-se a essa gama de práticas violentas a violência simbólica, que se situa tanto na relação aluno/aluno (bullying), como também nas relações aluno/professor e aluno/corpo técnico pedagógico escolar. Não podemos nos esquecer de ressaltar a intervenção violenta de pais, também significativa.

A escola reflete a violência que acontece fora dela, mas também produz a sua própria. Segundo Bernard Charlot, violência é o nome que se dá a um ato, uma palavra, uma situação, etc., em que um ser humano é tratado como um objeto, sendo negados seus direitos e sua dignidade de ser humano, de membro de uma sociedade, de sujeito insubstituível. Assim definida, a violência é o exato contrario da educação, que ajuda a advir o ser humano, o membro da sociedade, o sujeito singular.

A “sacrossanta” instituição da escola, na verdade, é um manancial de relações conflituosas decorrente, principalmente, da massificação do ensino que gerou um aumento significativo de alunos nas escolas, que se traduz em maior número de idéias, de valores, de culturas e vivências: heterogeneidade.

O professor, que até outrora era preparado para atuar como um transmissor de conteúdo, contando com um controle disciplinar que implicava medidas punitivas e repressivas, diante dessa nova realidade, percebeu-se despreparado para lidar com situações conflitantes no interior das escolas.

Essas relações conflituosas podem se tornar o foco gerador da violência escolar. O modelo de gestão democrática da educação, com a participação da comunidade na rotina escolar representa um avanço na descentralização da escola e, consequentemente, um maior envolvimento de outros sujeitos no processo educativo e na tomada de decisões. Dessa forma, a escola torna-se a mediadora da comunidade, mediadora dos conflitos, implicando na diminuição da incidência da violência.

Quer ler mais sobre o assunto? Então visite:

sábado, 28 de março de 2009

O professor está sempre errado...

O professor está sempre errado

Quando...
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um coitado.
Tem automóvel, chora de “barriga cheia”.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Não falta ao colégio, é um “Caxias”.
Precisa faltar, é “turista”.
Conversa com os outros professores, está malhando os alunos.
Não conversa, é desligado.
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a “língua” do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude...
Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, “deu mole”.
É..., o professor está sempre errado, mas, se você conseguiu ler até aqui,
Agradeça a ele...



Anônimo

A vantagem dos blogs

  • Aproximar professores e alunos Os estudantes tendem a se identificar com o professor blogueiro. Se o aluno cria um blog, os professores têm um espaço a mais para orientar o aluno ;
  • Permitir maior reflexão sobre o conteúdo. Quando o professor blogueiro expõe sua opinião, está sujeito a críticas e elogios. Com isso, reflete sobre seu trabalho e faz os alunos pensarem mais sobre o tema proposto;
  • Manter o professor atualizado. O professor blogueiro busca em outros sites e blogs informações para compartilhar com os alunos. Isso o coloca em permanente reciclagem;
  • Criar uma atividade fora do horário de aula. O estudo não fica restrito aos 45 minutos de sala de aula. Com o blog, o professor instiga os alunos a estudar mais. Eles buscam no blog desafios, exercícios e gabaritos ;
  • Trazer experiências de fora da escola. O blog abre as atividades da escola para pessoas de outros colégios, cidades e até países colaborarem. Isso amplia a visão de mundo da turma;
  • Divulgar o trabalho do aluno e do professor. As produções do aluno ou do professor podem ser vistas, comentadas e conhecidas por qualquer internauta do mundo. Isso é um incentivo para alunos e professores se dedicarem;
  • Permitir o acompanhamento. Com os blogs, os pais podem monitorar as atividades escolares dos filhos. E também ter acesso ao que o professor está ensinando. Isso não é possível com as aulas;
  • Ensinar linguagem digital. Ao montar blogs, alunos e professores passam por um processo de "alfabetização digital". Aprendem a fazer downloads e outros recursos para navegar com facilidade.

Leia mais:

Quer aprender? Crie um blog

sexta-feira, 27 de março de 2009

Construindo competências

O objetivo da escola não deve ser passar conteúdos, mas preparar - todos - para a vida em uma sociedade moderna.
Philippe Perrenoud

O desafio da escola: manter-se indispensável.

A escola tem enfrentado o desafio de manter-se indispensável diante do novo perfil de alunos e carência de professores preparados para lidar com a tecnologia oferecida nas escolas.
Muitas escolas estão se equipando com ferramentas de última geração sem “saber aproveitá-los na metodologia de ensino”. O professor deveria receber uma formação que lhe permitisse fazer um bom uso de toda tecnologia disponível.
Apesar das escolas particulares serem privilegiadas do ponto de vista tecnológico, escolas públicas também têm se utilizado de recursos tecnológicos em suas práticas educativas. Algumas possuem recursos tecnológicos interativos e participam de cursos de especialização na área, financiados pela prefeitura.
De acordo com a pesquisadora Lea Fagundes da UFRGS, a escola ainda não penetrou a cultura digital. "Hoje, esses estabelecimentos querem trazer as ferramentas digitais para continuar ensinando como no modelo industrial. A tecnologia digital não é uma varinha mágica, nem um sistema multiuso e polivalente que serve para tudo. Não depende do professor dizer se é bom ou não, porque hoje ninguém tem a resposta certa. Estamos todos em busca da verdade", acredita. "As condições culturais para a mudança pedagógica já estão dadas. A questão agora é apropriar-se delas e acreditar que se pode fazê-las. A resistência muito grande parte das concepções dos educadores de que sua missão é ensinar".


data:25 de março de 2009

Integração das Mídias Digitais na educação

Klaus Schlünzen Júnior e Maria Elisabette B. B. Prado são autores do artigo Integração das Mídias Digitais na Educação. Eles são formadores em diversos programas de capacitação continuada, promovidos pelo Ministério da Educação e participantes ativos de listas de discussões de professores.
Este artigo apresenta e discute projetos que foram desenvolvidos por professores da rede pública que “integram as mídias digitais no trabalho pedagógico com seus alunos, e visam a melhoria do processo de ensino e de aprendizagem”.
As experiências demonstram que existe uma enorme gama de possibilidades para desenvolver projetos integrados às diferentes mídias.
Os autores consideram que a formulação de objetivos claros nos projetos educacionais supera as dificuldades dos recursos materiais que a maioria das escolas públicas enfrenta.
Quanto aos alunos, estes resgatam a sua identidade histórica, cultural e social através da ação autoral permitida pela web 2.0.
Os atores destacam também a importância do apoio e participação da comunidade escolar e da parceria entre os profissionais da educação da escola. Essa integração, segundo os autores, facilita a construção de projetos que contem com a efetiva participação da comunidade escolar.