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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Ensino Médio Inovador

O Mec pretende mudar o currículo do ensino médio. A idéia é transformar as 12 disciplinas atuais em quatro grandes áreas: línguas; matemática; exatas e biológicas; e humanas.

Em uma entrevista para o G1, a secretária de Educação Básica do MEC Maria do Pilar comentou: “queremos que o aluno perceba que o conteúdo ensinado em sala de aula tem aplicação prática”. E mais: “queremos que ele consiga fazer a relação entre as áreas aprendidas, como geografia, física, biologia e química, e o rio que passa ao lado da sua escola.”

A expectativa é de que essa proposta seja aprovada até junho. Porém, “ainda precisará ser discutida e provavelmente deve acontecer uma audiência pública antes de ser aprovada”, declarou a secretária.

Essa proposta casa com as alterações no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será dividido em quatro grandes áreas. “O vestibular tem um rebatimento sobre o ensino médio e congela a possibilidade de inovação. Com o fim das disciplinas no ensino médio e o novo Enem, pretendemos dar uma nova orientação a formação dos alunos.”
O MEC também propõe um aumento de 25% na carga horária (de 2.400 horas para 3.000 horas).

quinta-feira, 16 de abril de 2009

A Nintendo na escola

A Nintendo irá lançar um serviço, no Japão, que permitirá que professores transmitam conteúdos, atividades, avaliações, mapas, entre outros arquivos de seus computadores, diretamente para o Nintendo DS dos estudantes.
O vídeo game tem grande potencial pedagógico, permitindo que o usuário receba conteúdos on-line, como demo de jogos, através da sua porta WI-FI.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Uma busca mais eficiente

Todos nós, professores, alunos e afins vivemos correndo para dar conta de nossas múltiplas tarefas. Temos que pesquisar, nos informar, conhecer novas idéias, discutir, interagir, colocar em prática nossos projetos, estudar o encaminhamento dos projetos, e assim vai. Haja tempo pra cumprir tudo que planejamos!
Não se pode negar que a internet se tornou uma arma poderosíssima no trabalho de pesquisa. Segundo Paulo Vaz, a internet cresce exponencialmente e com ela cresce o número de pessoas que dela participam, a massa de informações disponíveis e a multiplicidade de conexões entre os diversos pontos ou nós que a compõem. Cresce, assim, a probalidade de que a informação, a pessoas, o grupo ou o objeto de nosso interesse alí se encontre. Contudo, cresce também a dificuldade de saber onde eles estão e quais caminhos nos levam mais rapidamente a eles (...).
O vídeo abaixo oferece algumas dicas para se ir direto ao assunto e encontrar o ponto certo do que se procura. Algumas dicas já são velhas conhecidas, mas outras são desconhecidas para a maioria dos usuários da internet. Portanto, vamos aproveitá-las.


Para ler o trabalho de Paulo Vaz, Mediação e Tecnologia:

http://migre.me/1mGk

sábado, 4 de abril de 2009

Chartier e o texto

A edição de março da revista Nova Escola trouxe, na seção pensadores, o historiador francês Roger Chartier, discutindo os significados sociais dados aos textos pelo autor e pelo leitor. Chartier é bastante conhecido por seus estudos sobre a trajetória de leitura e da escrita como práticas sociais.

De acordo com Chartier, uma só obra possibilita variadas possibilidades de interpretação, variando em relação ao suporte, da época e da comunidade em que circula. O autor concentrou-se nos estudos sobre as práticas culturais em torno dos livros, da leitura e da escrita ao longo da história. Ele discute a revolução gerada pela transição da leitura do rolo do papel (em que você necessita usar as duas mãos para manusear o rolo) para o códice (que se apresenta como volume encadernado, com páginas e capítulos, o que permite liberar as mãos para anotações no decorrer da leitura) e, agora, a introdução do suporte eletrônico (em que todos os tipos de obras já escritos podem ser acessados em variados formatos).

Em uma entrevista ao JB online Chartier responde sobre as principais mudanças trazidas pelo computador da seguinte forma: “São três: a leitura descontínua, a leitura hipertextual e a leitura tematizada. Na tela do computador, a prática de leitura se organiza geralmente a partir de temas. Os textos eletrônicos são consultados mais como banco de dados do que como obra. Com isso, há uma tendência à fragmentação, porque perde-se a referência à obra completa, como início, meio e fim. Outra coisa interessante desse suporte é o hipertexto, que oferece a oportunidade para o leitor de romper com a ordem seqüencial do texto impresso e praticar uma leitura particular, que continuamente introduz textos dentro de outros textos. Com isso, a leitura de um texto de história, por exemplo, pode transformar-se totalmente. O leitor pode consultar documentos digitalizados, conferindo as notas do autor com as próprias fontes”. Portanto, segundo o autor, essa foi a mais radical das transformações na técnica de produção e reprodução de texto e na forma como são disponibilizados.

domingo, 29 de março de 2009

Pensando a violência escolar

Me pus a pensar sobre o surto de violência explícita nas escolas, bastante divulgada pelos meios de comunicação de massa ultimamente. A violência no âmbito escolar tem sido assunto freqüente em teses e artigos acadêmicos, mas também circula intensamente nas salas dos professores, grupos de discussão da web, blogs e outros espaços de interação.

Nos acostumamos a pensar a violência escolar relacionando-a a ações como: a depredação do espaço escolar, as ameaças ao corpo docente e gestores da escola, as brigas, a insubordinação. Atualmente, soma-se a essa gama de práticas violentas a violência simbólica, que se situa tanto na relação aluno/aluno (bullying), como também nas relações aluno/professor e aluno/corpo técnico pedagógico escolar. Não podemos nos esquecer de ressaltar a intervenção violenta de pais, também significativa.

A escola reflete a violência que acontece fora dela, mas também produz a sua própria. Segundo Bernard Charlot, violência é o nome que se dá a um ato, uma palavra, uma situação, etc., em que um ser humano é tratado como um objeto, sendo negados seus direitos e sua dignidade de ser humano, de membro de uma sociedade, de sujeito insubstituível. Assim definida, a violência é o exato contrario da educação, que ajuda a advir o ser humano, o membro da sociedade, o sujeito singular.

A “sacrossanta” instituição da escola, na verdade, é um manancial de relações conflituosas decorrente, principalmente, da massificação do ensino que gerou um aumento significativo de alunos nas escolas, que se traduz em maior número de idéias, de valores, de culturas e vivências: heterogeneidade.

O professor, que até outrora era preparado para atuar como um transmissor de conteúdo, contando com um controle disciplinar que implicava medidas punitivas e repressivas, diante dessa nova realidade, percebeu-se despreparado para lidar com situações conflitantes no interior das escolas.

Essas relações conflituosas podem se tornar o foco gerador da violência escolar. O modelo de gestão democrática da educação, com a participação da comunidade na rotina escolar representa um avanço na descentralização da escola e, consequentemente, um maior envolvimento de outros sujeitos no processo educativo e na tomada de decisões. Dessa forma, a escola torna-se a mediadora da comunidade, mediadora dos conflitos, implicando na diminuição da incidência da violência.

Quer ler mais sobre o assunto? Então visite:

sábado, 28 de março de 2009

A vantagem dos blogs

  • Aproximar professores e alunos Os estudantes tendem a se identificar com o professor blogueiro. Se o aluno cria um blog, os professores têm um espaço a mais para orientar o aluno ;
  • Permitir maior reflexão sobre o conteúdo. Quando o professor blogueiro expõe sua opinião, está sujeito a críticas e elogios. Com isso, reflete sobre seu trabalho e faz os alunos pensarem mais sobre o tema proposto;
  • Manter o professor atualizado. O professor blogueiro busca em outros sites e blogs informações para compartilhar com os alunos. Isso o coloca em permanente reciclagem;
  • Criar uma atividade fora do horário de aula. O estudo não fica restrito aos 45 minutos de sala de aula. Com o blog, o professor instiga os alunos a estudar mais. Eles buscam no blog desafios, exercícios e gabaritos ;
  • Trazer experiências de fora da escola. O blog abre as atividades da escola para pessoas de outros colégios, cidades e até países colaborarem. Isso amplia a visão de mundo da turma;
  • Divulgar o trabalho do aluno e do professor. As produções do aluno ou do professor podem ser vistas, comentadas e conhecidas por qualquer internauta do mundo. Isso é um incentivo para alunos e professores se dedicarem;
  • Permitir o acompanhamento. Com os blogs, os pais podem monitorar as atividades escolares dos filhos. E também ter acesso ao que o professor está ensinando. Isso não é possível com as aulas;
  • Ensinar linguagem digital. Ao montar blogs, alunos e professores passam por um processo de "alfabetização digital". Aprendem a fazer downloads e outros recursos para navegar com facilidade.

Leia mais:

Quer aprender? Crie um blog

sexta-feira, 27 de março de 2009

O desafio da escola: manter-se indispensável.

A escola tem enfrentado o desafio de manter-se indispensável diante do novo perfil de alunos e carência de professores preparados para lidar com a tecnologia oferecida nas escolas.
Muitas escolas estão se equipando com ferramentas de última geração sem “saber aproveitá-los na metodologia de ensino”. O professor deveria receber uma formação que lhe permitisse fazer um bom uso de toda tecnologia disponível.
Apesar das escolas particulares serem privilegiadas do ponto de vista tecnológico, escolas públicas também têm se utilizado de recursos tecnológicos em suas práticas educativas. Algumas possuem recursos tecnológicos interativos e participam de cursos de especialização na área, financiados pela prefeitura.
De acordo com a pesquisadora Lea Fagundes da UFRGS, a escola ainda não penetrou a cultura digital. "Hoje, esses estabelecimentos querem trazer as ferramentas digitais para continuar ensinando como no modelo industrial. A tecnologia digital não é uma varinha mágica, nem um sistema multiuso e polivalente que serve para tudo. Não depende do professor dizer se é bom ou não, porque hoje ninguém tem a resposta certa. Estamos todos em busca da verdade", acredita. "As condições culturais para a mudança pedagógica já estão dadas. A questão agora é apropriar-se delas e acreditar que se pode fazê-las. A resistência muito grande parte das concepções dos educadores de que sua missão é ensinar".


data:25 de março de 2009

Que as escolas sejam asas

Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.


Rubem Alves

Multimídia e Educação

O artigo Multimídia e Educação de Alex Fernando Teixeira Primo trabalha a questão da utilização da multimídia no processo de aprendizagem escolar. Ele relaciona o uso de títulos educativos em multimídia com o uso de videogame. De acordo com Primo, “as cores, sons, animações, vídeos, textos e a possibilidade de interação prendem o usuário ao aprendizado como se fosse um divertido jogo”. Isso demonstra o porquê dos títulos educativos, atualmente, estarem se voltando para a educação através de jogos “que visam avaliar a assimilação dos conteúdos e fixar os ensinamentos aprendidos através da brincadeira”.
O autor argumenta que o uso de multimídias resgatou o hábito da leitura, desgastado pelos meios de comunicação de massa eletrônicos, através da interação. Isso quer dizer que, ao interagir, o usuário deve primeiramente se inteirar do conteúdo textual para, em seguida, interagir.
Além disso, a multimídia oferece, através de informações que se cruzam, se confrontam e se conjugam a todo instante, “poucos limites à atividade cognitiva normal”.
A tecnologia multimídia, de acordo com o autor, não se coloca como uma ameaça ao professor. Pelo contrário, se torna uma valiosa ferramenta que conta com a mediação do mesmo.
Segundo Primo, a hipermídia permite que o usuário consiga ir além do texto, através da “integração de texto, gráficos, animação e som em um programa multimídia usando elos interativos" (Tway, 1993, p. 225). Isso dá maior liberdade ao usuário que passa de passivo a ativo, no momento em que ele pode “escolher se quer ver tal assunto em foto(s) ou vídeo(s), por exemplo, ou se prefere assistir a todas as informações disponíveis”, e tudo isso em alta velocidade. Para que a utilização dessa ferramenta na educação seja eficiente, “é preciso que os títulos multimídia consigam através do design de interfaces intuitivas, de alto poder de navegação e recuperação de informações, e da técnica de hipertexto apresentar conteúdos de alta carga informativa através dos mais diversos canais possíveis (vídeo, animações, textos, gráficos, etc.)”.

Integração das Mídias Digitais na educação

Klaus Schlünzen Júnior e Maria Elisabette B. B. Prado são autores do artigo Integração das Mídias Digitais na Educação. Eles são formadores em diversos programas de capacitação continuada, promovidos pelo Ministério da Educação e participantes ativos de listas de discussões de professores.
Este artigo apresenta e discute projetos que foram desenvolvidos por professores da rede pública que “integram as mídias digitais no trabalho pedagógico com seus alunos, e visam a melhoria do processo de ensino e de aprendizagem”.
As experiências demonstram que existe uma enorme gama de possibilidades para desenvolver projetos integrados às diferentes mídias.
Os autores consideram que a formulação de objetivos claros nos projetos educacionais supera as dificuldades dos recursos materiais que a maioria das escolas públicas enfrenta.
Quanto aos alunos, estes resgatam a sua identidade histórica, cultural e social através da ação autoral permitida pela web 2.0.
Os atores destacam também a importância do apoio e participação da comunidade escolar e da parceria entre os profissionais da educação da escola. Essa integração, segundo os autores, facilita a construção de projetos que contem com a efetiva participação da comunidade escolar.